O TERCEIRO MILÊNIO DO CRISTIANISMO NA TERRA

Na noite de 31 de dezembro de 1799[1], nas Esferas Superiores da Espiritualidade, heróis e paladinos da renovação terrestre, dentre eles, Sócrates, Platão, Aristóteles, Apolônio de Tiana, Orígenes, Hipócrates, Agostinho, Fénelon, S. Luís de França, Vicente de Paulo, Joana D’Arc, Teresa d’Ávila, Catarina de Siena, Cristóvão Colombo, Gutenberg, Galileu, Pascal, Swedenborg, para mencionar apenas alguns, reuniram-se para demarcar a chegada de novo e decisivo século.

Inúmeras delegações, de variadas regiões da Terra, bem como outros muitos Espíritos sábios e benevolentes, ali se congregavam à espera do expressivo acontecimento. Também um grupo de almas, ainda encarnadas, constrangidas pela Organização Celeste, remontavam à vida espiritual, para a reafirmação de compromissos com a mensagem do Cristo, à frente do qual vinha Napoleão.

ESTUDOS DIVERSOS O TERCEIRO MILÊNIO DO CRISTIANISMO NA TERRA

Num dado momento, a grande assembleia viu projetar-se do Céu luminosa estrada, que deu passagem a Espíritos nobilíssimos, semelhantes a estrelas resplendentes. Dentre esses seres luminares, um deles avultava em superioridade e beleza.

Esse celeste emissário, sorrindo com naturalidade, dirigiu-se a Napoleão, e procurava abraçá-lo, quando o Céu pareceu abrir-se diante de todos, e uma voz enérgica e doce, forte como a ventania e veludosa como a ignorada melodia da fonte, exclamou para Napoleão, que parecia eletrizado de pavor e júbilo, ao mesmo tempo:

“Irmão e amigo, ouve a Verdade, que te fala em meu espírito! Eis-te à frente do apóstolo da fé, que, sob a égide do Cristo, descerrará para a Terra atormentada um novo ciclo de conhecimento…

César ontem, e hoje orientador, rende o culto de tua veneração, ante o pontífice da luz! Renova, perante o Evangelho, o compromisso de auxiliar-lhe a obra renascente!…

Dentro do novo século, começaremos a preparação do Terceiro Milênio do Cristianismo na Terra.

Confiamos, pois, ao teu espírito valoroso a governança política dos novos eventos e que o Senhor te abençoe!…”

Em 3 de outubro de 1804, o mensageiro da renovação renascia num abençoado lar de Lyon: Allan Kardec, apagando a própria grandeza, na humildade de um mestre-escola, muita vez atormentado e desiludido, como simples homem do povo, deu integral cumprimento à divina missão que trazia à Terra, inaugurando a era espírita-cristã que, gradativamente, será considerada em todo os quadrantes do orbe como a sublime renascença da luz para o mundo inteiro.

O Primeiro Cônsul da República Francesa, conforme registra a História, engalanou-se com a púrpura do mando, e, embriagado de poder, proclamou-se Imperador, em 18 de maio de 1804, convertendo celestes concessões em aventuras sanguinolentas e, por fim, foi apressadamente situado, por determinação do Alto, na solidão curativa de Santa Helena, onde esperou a morte.

Em 18 de abril de 1857, o mundo recebeu a grande síntese do Evangelho redivivo e da revelação das leis morais da vida, material de base para preparo do Terceiro Milênio do Cristianismo na Terra: O Livro dos Espíritos, para depois surgirem os outros livros formadores da Doutrina Espírita, o Pentateuco Espírita: O livro dos Médiuns, O Evangelho segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese.

Desde então, vem sendo escrito esse especial capítulo na História da Humanidade, com páginas de luz, recamadas de suor, lágrimas e júbilo.

Somos milhares de Centros Espíritas e milhões de Espíritas no mundo, os que nos colocamos sob as luzes do Cristo projetadas no tempo do porvir, naquela memorável noite, em que astros do bem e do amor se confundiram com as estrelas no Céu, reunidos no coração da latinidade, nas Esferas Superiores, traçando novos caminhos para breve reencontro dos homens com Deus, cujo roteiro vem sendo disseminado pelas letras do Espiritismo.

O trabalho de Jesus é incessante, tanto quanto o de Deus.

Como tem sido o nosso trabalho pessoal em prol da reflexão e projeção da luz do bem, para que, num futuro não tão distante, porém nem tão próximo, essa luz possa alcançar toda a Terra?

E nossas Casas Espíritas, legítimas portadoras da bandeira do Espiritismo, na qual vemos as inscrições, em um de seus lados: Trabalho, Solidariedade e Tolerância, e no outro: Deus, Cristo e Caridade, têm sido fiéis ao compromisso assumido com o Senhor da Vida em divulgar e vivenciar seus postulados?

Constante, sem interrupções, sem férias, deve tremeluzir altaneira a bandeira do Bem, do Amparo, do Consolo, nos portais das instituições espíritas, pois a necessidade e os padecimentos não marcam hora e não dão tréguas. A qualquer momento pode chegar um irmão em desespero, vindo das estradas do mundo, em busca do socorro cristão, atendendo ao Celeste Convite: Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. [2]

No frontispício das organizações onde lemos: Centro Espírita, está subentendido que ali são indicados os portões de acesso ao Caminho redentor; são apresentadas novas concepções de liberdade para os homens, por ensinar-lhes a Verdade; ali é vivenciada a religião que desata os grilhões do pensamento que, até hoje, encarceram as melhores aspirações da alma no inferno sem perdão; ali se espalha o Consolo, que desperta para a verdadeira Vida, testemunhando que Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida, e que, com Ele, chegaremos ao Pai.

O Terceiro Milênio do Cristianismo na Terra conta com o apoio de base de cada Centro Espírita e de cada Espírita.

Está podendo contar com você?

1 XAVIER, Francisco Cândido. Cartas e crônicas. Pelo Espírito Irmão X. Rio de Janeiro: FEB. cap. 28.
2 Mt, 11:28.

Transcrito do site: http://www.mundoespirita.com.br/?materia=o-terceiro-milenio-do-cristianismo-na-terra

RECEBA O JORNAL GRÁTIS

Digite seu e-mail para receber as novas publicações do J.E.U. por e-mail.

%d blogueiros gostam disto: