LARES EM CRISES

Fenômeno comum. Os consórcios e os filhos não portam certificados de perfeição; por este motivo são naturais as discordâncias, mesmo porque são opiniões díspares, provenientes de universos interiores particularizados.

O homem um dia há de aprender a combater as ideias e não as pessoas. Toda discordância deve priorizar o respeito. Se o diálogo antecedesse as nossas diferenças, não haveria espaço em nossos corações para ressentimentos e muito menos cultivaríamos sentimentos tão letais no que diz respeito aos outros.

Após um período de crise, sobrevém uma sequência de aprendizados.

Árvore que não experimenta tempestades desconhece a capacidade de sustentação das próprias raízes. Ventos fortes são apenas ocasionais.

A dor se predestina a sanear a atmosfera da alma. Aflições impostas por nossas atitudes invigilantes, bem como as que podemos conceituar como naturais, acidentes de percurso, são portadoras de lições de vida.

O lar deve ser conceituado como um santuário, onde as almas se reencontram para nobres reajustes. Valoriza a companhia dos que dentro dele comungam as mesmas lutas. Uns, dos outros, se transformam em professores. Haverá dias de aulas maravilhosas; porém, existirão momentos entediantes, que nos levem às lágrimas. É no lar que assumimos nossa real personalidade.

Dentro dele nos vemos incapacitados de interpretar os mesmos papéis na sociedade.

É nas lutas diárias do lar que nos preparamos para abraçar tarefas de vulto em prol da humanidade. É preferível abdicar de servir à humanidade, se nos esquecemos dos compromissos prioritários de nosso lar.

Despontam murmúrios lá fora e repletam-se os lares de déspotas que desconhecem o uso de sentimentos refinados. Não conceitue um lar como um local entrincheirado.

Se já és capaz de identificar um foco ou múltiplos de um problema, mobiliza recursos que patrocinem a harmonia de seu reduto doméstico.

Os reencontros que nos lares se efetivam acontecem para restabelecer a ordem, o amor e o respeito.

Ódios antigos não devem se reacender em nossa presença, devido a nossa negligência e incapacidade para amar.

Aversões de outrora, não devem se potencializar novamente numa nova experiência corporal.

Críticas que no pretérito mudaram concepções e alteraram a rota promissora dos outros, na direção do abismo, não devem ser repetidas levianamente.

Em qualquer circunstancia, o lar é o abençoado campo de luta, que se predestina a nos burilar por dentro. As crises se vão quando nos dispomos a amar incondicionalmente.

 

Irmã Valquíria

Mensagem psicografada pelo médium Alaor Borges Júnior – na reunião pública do dia 18/09/2008 no Lar Espírita Irmã Valquíria.

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