GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA

“Companheiros da terra, à frase de todas as complicações e 
problemas do sexo, abstende-vos de censura e condenação”. Emmanuel – Vida e Sexo.

juventude-gravidez-na-adolescencia-2Nunca a geração jovem esteve tão bem informada! Livros, revistas, músicas, televisão, rádio, imprensa, Internet, programas de computador, e a lista prossegue com tantos canais de cultura e informação!

Há espaço exclusivo para os jovens discutirem sobre sexualidade, para receberem orientação: suplementos de jornais, revistas, programas de televisão ou mesmo colunas próprias naqueles destinados ao público em geral. Contam-se hoje nas bancas mais de 30 publicações regulares destinadas a esse público. Até o Governo vem se utilizando dos meios de comunicação, fazendo campanhas, esclarecendo sobre AIDS, camisinha, gravidez, etc.

A explosão da sexualidade nessa fase não representa início de experiência, mas recomeço da vida sexual no ponto onde a deixamos no passado, ou seja, em nossas precedentes existências. E, como encontramos hoje tamanho acesso às possibilidades de se extravasar os instintos, o resultado é a “liberdade” que vige nos dias atuais.

Com isso, surgem os inúmeros problemas relacionados ao comportamento sexual das criaturas: doenças sexualmente transmissíveis, sexualidade precoce nos adolescentes, gravidez indesejada, abusos de toda ordem, problemas de ordem psicológica, mudança de postura em relação ao relacionamento afetivo sério, etc.

Então perguntamos: Quem não tem problemas sexuais? Ou, melhorando a pergunta, qual lar não tem alguma dificuldade a resolver quanto ao comportamento sexual dos que ali vivem?

A carga do passado surge em todos nós, espíritos eternos e ricos em experiências positivas e negativas. Os mais jovens, ainda imaturos, mais sofrem.

Allan Kardec conscientiza-nos: “Quando as crianças não mais necessitam dessa proteção, dessa assistência que lhes foi dispensada durante quinze a vinte anos, seu caráter real e individual reaparece em toda a sua nudez”. Ajudá-los é compromisso de todos os que já amadureceram na jornada da vida.

E dentre os problemas que mais vêm crescendo, está a gravidez na adolescência.

Tratemos dele lembrando que nossos jovens não são inimigos serem combatidos, são nossos continuadores a serem orientados.

A – O Tamanho o Problema

As estatísticas mostram que apenas um em cada dez jovens usam camisinha ou algum outro método contraceptivo. A discussão quanto o seu uso, que faremos em outra obra, está relacionado com o tema deste capítulo. Com ou sem uso desses métodos, busca-se o prazer desmedidamente. Isto atesta o estado atual da Humanidade em relação a sexualidade. Já o comentara Allan Kardec: “Que pensar dos usos que têm por fim deter a reprodução, com vistas à satisfação da sensualidade? Isso prova a predominância do corpo sobre a alma e o quanto o homem está imerso na matéria”.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, em 1997, no Brasil, cerca de 1 milhão (isto mesmo!) de meninas entre 15 e 19, tornaram-se mães. Fora as que engravidaram e abortaram.

Dados agora de 1999 indicam que houve aumento de 30% o número de adolescentes entre 10 e 14 anos grávidas.

Já não é mais novidade gravidez em meninas de 10, 11,12 anos. Esta vida sexual ativa precoce leva também a outros problemas graves: prostituição infantil e juvenil, aborto, perda da auto-estima, escravidão sexual, problemas futuros de saúde.

80% das mulheres que engravidam são solteiras e 28% das adolescentes engravidam nos três primeiros meses após o início da atividade sexual.

Como pais, devemos combater tal situação dentro de nossos lares com os recursos corretos e não arcaicos, como a surra e a proibição.

Há um abandono por parte dos pais quando isso ocorre, por acharem que o problema é grande demais ou porque pensam que os jovens tenham estrutura para tudo resolverem e tudo enfrentarem. Ledo engano! Esta é a fase em que mais necessitam de orientação e direção.

Sexo que supera o amor traduz-se em destruição e arraso total dos bons sentimentos.

Não esqueçamos que por trás de nossos atos na vida material está uma legião de espíritos convivendo e participando conosco, seja na alegria do dever cumprido e da satisfação sadia, seja na degradação de nossos sentimentos e de nossas atitudes. Se do sexo fazemos apenas instrumento de prazer, vincularemos a nós espíritos de mesma condição, muitos querendo reencarnar a qualquer custo …

Importante lembrar que Deus não estabelece programação de gravidez indesejada…

B – Por Que Isso Ocorre?

Primeiramente, podemos dizer que para o jovem não basta informação: é preciso manutenção.

Outro fator é a qualidade da informação recebida. A jornalista Regina Castro lembra que “a educação do adolescente foi entregue à mídia e ao consumo”. O que temos na mídia são 5% de reportagens sérias e programas bem-intencionados e 95% de confusão e sensualismo, desde filmes, novelas e programas para adolescentes destacando o sexo sem amor até livros ensinando técnicas de conquista e prazer na cama, semelhando a livros ensinando a caçar e cozinhar, com tal frieza e hipocrisia, que chega a envergonhar os que valorizam o sentimento e a humanidade. Falar em valores da família chega a ser difícil.

A prática física do sexo também passou a ser uma obrigação social, e os que buscam pensar e agir diferente são por vezes discriminados pelos outros jovens. O sexo hoje está universalizado e os valores vigentes apontam para um desejo sexual desequilibrado, prazer sem preço, promiscuidade, obrigatoriedade do sexo no namoro, satisfação de fantasias, infidelidade, e resvala amiúde na prostituição feminina, masculina e homossexual.

A iniciação sexual, que era mais possível aos rapazes, e a idade variam dos 13 a 16 anos, hoje reduziu o prazo para começar, estando iguais as possibilidades para meninas e meninos, e a idade dos 10 aos 14 anos.

Iniciando mais cedo e estando mais suscetíveis às influências, os adolescentes são vítimas das induções psicológicas sexuais negativas na atualidade, tais como o mau exemplo dos pais, ao mercado de ofertas, à literatura de estímulo, às revistas especializadas, ao forte mercado do sexo e da pornografia, às festas cada dia mais liberais, à utilização de drogas e álcool, à moda sensualista, à proliferação dos disque-sexo, ao uso da Internet como busca de prazer sexual, às fitas de vídeo facilmente locáveis, ao interesse comercial em se explorar tão rentável faixa de público consumidor entre outras.

Muito se fala de prazer e pouco se fala de responsabilidade, de consequências de nossos atos sexuais, acabando por constituir-se na maior propaganda enganosa de nossos tempos.

Com o materialismo tão em voga como hoje, sentimos esquecimento dos valores morais e éticos por parte da sociedade e mesmo das famílias, culminando com o amor livre, tão pregado quão praticado em meio à juventude, trazendo compromissos espirituais sérios e prejuízos morais para toda a Humanidade.

Eis aí o reflexo de nossa imperfeição: usamos mal os recursos criadores do sexo em nossas vidas pregressas e hodiernamente usamos a liberdade que recebemos para consertar nossos erros, de modo a complicá-los ainda mais.

O principal motivo para que ocorra esse problema está na educação no lar.

Pais abandonaram seus filhos ao aprendizado do mundo. Quando mais necessitam de esclarecimento e orientação quanto à própria sexualidade, deixam mães e pais que aprendam tudo na escola, na rua, na mídia, nos livros, com os outros. Achamos interessante a expressão “Órfãos de educação sexual”, que define bem a situação. A TV, com seus péssimos exemplos em maioria, é hoje a maior fonte de aprendizado sobre o sexo.

Na mesma reportagem Regina Castro coletou que os jovens se informam sobre sexo mais em conversas com amigos (90% dos jovens que responderam à pesquisa), em informações em revistas (76%), programas de TV (63%), conversa com os pais (50%). Indagados sobre qual seria a melhor forma, a maioria preferiria as conversas com os pais.

Os pais devem participar mais das descobertas de seus filhos. Certos espíritos afinizam-se com jovens descuidados e os “hipnotizam”, buscando abrir a porta da reencarnação, provocando a gravidez indesejada e inesperada nas adolescentes, que, imaturas e desamparadas de melhor orientação educativa dentro do ambiente doméstico, acabam por cair na cilada do prazer fácil e sem medir consequências físicas, morais e espirituais.

Outros experimentam a prática sexual com a desculpa de que precisam testar em todas as tentativas de afeição para saber se há amor entre os parceiros, pois, se não der certo o relacionamento, é porque não deviam permanecer juntos. Querem testar até achar o par ideal para casar… Pobre ilusão! E os que ficam casados 20, 30, 40 anos e depois se separam, qual a desculpa? Não tiveram tempo para se conhecer? Não se mede afeição pela prática física do sexo, mas por inúmeras variantes (entre elas o sexo, sem dúvida) mais complexas.

Nunca achar que somente poderá ocorrer com a filha dos outros, ou, se achar que poderá ocorrer com a nossa, tentar resolver o problema com censuras, agressões verbais, violência, expulsão de casa.

E sobretudo jamais olvidar que nós recebemos nossos filhos hoje, no mesmo ponto em que os deixamos no passado, elucidando-nos Emmanuel que “a filha detida nos desregramentos do coração é a jovem que, noutro tempo, induzimos ao desequilíbrio e à crueldade”.

C – E Os Filhos de Nossos Filhos?

juventude-gravidez-na-adolescencia-1A “vítima” silenciosa neste problema é o filho ou a filha que chegará ao mundo, já enfrentando seu primeiro problema. Colocamos a palavra vítima entre aspas porque sabemos que ninguém é cem por cento vítima e o retorno desse espírito ao orbe terreno se faz dentro das leis de mérito e da necessidade.

Os avós é que têm arcado, na maior parte dos casos, com a renúncia de cuidar de uma criança que nasce carregando consigo toda a esperança de uma nova vida.

Isso acarreta vários problemas na criação desses filhos, que crescerão sem a figura de um pai e de uma mãe assumindo seu papel.

O correto é que os pais assumam sua posição e suas responsabilidades. Divaldo Pereira Francos esclarece-nos: “Quando dois seres, jovens ou não, se buscam e se deixam abrasar pelo desejo, devem arcar com os efeitos desse ato, desde que toda ação produz uma reação equivalente”.

Mesmo que represente sacrifícios ao jovem casal, estejam eles dispostos a assumir, deverão os pais apoiá-los sem querer tomar para si tal tarefa, a título de exonerá-los das lutas com as quais eles mesmos se comprometeram.

Os homens descobriram o prazer do sexo antes do casamento: devem encarregar-se de todas as consequências que daí advenham. Não estamos adotando atitude puritanista, mas afirmando que a sexualidade tem que estar a serviço do amor, e o amor jamais tem pressa. Somos livres para buscar qualquer sensação, porém somos escravos em seus resultados. Debalde tentaremos fugir de nossos compromissos. Se fugirmos nesta vida, eles nos alcançarão, mais dia, menos dia.

Podemos buscar a prática sexual a qualquer momento, em qualquer posição da vida; mas que o façamos com bom senso e maturidade, conscientes dos riscos e dispostos a cumprir nossos encargos.

Portanto a gravidez na adolescência deve ser levada a termo e o rebento da relação deve, se possível, ser abraçado pelos que o conceberam.

Richard Simonetti recorda-nos: “Deus sustenta a vida, mas sua manifestação, condição e qualidade dependem de nossas iniciativas”.

Saibamos que exercer sexualidade com alguém é empenhar-se perante esse alguém. Se esse alguém se apaixonar, se matar, sentir-se desprezado, entrar em quadro de neurose, depressão, frustrações, psicose: tristeza, desespero, amargura, seria lícito abandoná-lo?

Sexo antes do casamento cada um decide, mas como ficam as pessoas depois, se não mais quisermos a afeição?

Não é e nunca será justo o filho pagar o preço, o tributo da transitória união dos pais …

Em qualquer tipo de vínculo, a responsabilidade perante a Justiça Divina é imensa. Foge à irresponsabilidade, para não agravares teus problemas. Afirmemos com Emmanuel: “O sexo é energia criativa, mas o amor necessita estar junto dele, a funcionar por leme seguro”.

D – Pais: Preparação, Prevenção e Atitudes Solucionadoras

– Conversar com nossos Filhos desde os quatro anos, sem esperar pelos 12, 13 anos. Os frutos plantados na infância serão colhidos na adolescência. Diálogos evangelizados e não futilidades do mundo;

– Buscar o diálogo espontâneo, sem forçá-los. Diminui os riscos, mas, se acontecer a gravidez, continue dialogando para orientá-los. Sinalizar claramente que o canal de comunicação está aberto para qualquer assunto, seja qual for a gravidade, aumentando as chances de que procurem os pais primeiro e não a rua. O diálogo é fonte constante de cumplicidade e convivência imprescindível, conforme nos diz Chico Xavier; “Necessário que os pais conversem mais cordialmente com os seus filhos no clima da harmonia doméstica, dentro da própria casa, e nunca adiar essas conversações para tempos de desastre sentimental”;

– Trabalhar para que nossa filha não busque a tentação do aborto, transformando-se em heroína, mesmo sofrendo incompreensão e dificuldades, sem interromper a sagrada gravidez. Lembrar-lhe que pode ser esta criança um ente querido retornando à nossa convivência, e que maternidade é sempre luz e bênçãos, de modo belo descrito por André Luiz; “Maternidade imprevista ( … ) Misto de júbilo e sofrimento, missão e prova; maternidade, em qualquer parte, traduz intercâmbio de amor incomensurável, em que desponta, sublime e sempre novo, o ensejo de burilamento das almas na ascensão dos destinos”;

– Ensinar nossos filhos a lidar com suas energias sexuais: como, com quem e para que se utilizar desses recursos;

– Não esperar que perguntem tudo sobre sexo. Ter a habilidade de suscitar-lhes as necessidades de informações sem despertá-las em demasia. Muitas vezes, quando a pergunta vem, é porque algo já ocorreu. Pode começar pela hora do banho os primeiros esclarecimentos. A educadora Tânia Zagury alerta: “Em assuntos como sexo, deve começar cedo. Afinal, não é de um dia para o outro que uma criança se torna adolescente”;

– Amparar o jovem com nossa experiência e visão de vida;

– Utilizar-se sempre das orientações espíritas.

E – Orientações Espíritas

– O melhor remédio será sempre o exemplo dos pais no lar.

Pais equilibrados, lares equilibrados; lares equilibrados, filhos equilibrados, mesmo que escorreguem em algumas falhas. Colocamos aqui asserção de Emmanuel: “Os pais são os mestres da educação sexual de seus filhos”.

– Viger sempre no lar a Educação Sexual de nossos filhos, sem tabus ou timidez desnecessária, com suavidade e disciplina;

– Falar-lhes sempre das leis divinas, da consciência, dos sentimentos, da conduta reta, da felicidade e infelicidade, da eternidade do espírito, da lei de sintonia, das obsessões, do vampirismo, da lei de ação e reação, da reencarnação, das virtudes, etc.;

– iluminá-los com as normas libertadoras do Evangelho de Jesus:

– Conduzi-los a melhor conhecerem sua sexualidade à luz dos ensinos da Doutrina Espírita, com estudos específicos, ouvindo expositores doutrinários competentes, cursos programados, diálogos e debates em torno da temática sexual espírita, e muito conversar com eles sobre Espiritismo e moral evangélica;

– Convidá-los a participarem de mocidades espíritas ou grupo de jovens religiosos (se não-espírita);

– Não proibi-los ou obrigá-los à abstinência, porém estimular-lhes educação, controle e responsabilidade;

– Explicar-lhes que a construção da felicidade não depende unicamente do instinto sexual satisfeito: depende do intercâmbio salutar de forças, da sintonia entre as almas, dos sentimentos sinceros, da consciência enobrecida no esforço do aprimoramento individual e da relação afetiva.

Dona Laura, em palestra edificante com André Luiz, aborda: “O homem encarnado saberá, mais tarde, que a conversação amiga, o gesto afetuoso, a bondade recíproca, a confiança mútua, a luz da compreensão, o interesse fraternal – patrimônios que se derivam naturalmente do amor profundo constituem sólidos alimentos para a vida em si”;

– Não deixá-los entregues às orientações materialistas sobre sexo, de buscarem apenas prazer egoístico.

– Elucidar lhes que sexo é energia divina, função criadora, transferência de cargas magnéticas, troca de sentimentos, reencontros, maternidade sagrada;

– Ressaltar lhes o valor da oração, que será auxílio constante na direção dos desejos e sentimentos;

– De modo algum, agredi-los fisicamente ou verbalmente, repassar-lhes a ideia de decepção pela situação ocorrida, transmitindo-lhes o desagrado pelo ato imaturo e a postura de que deverá consertar seu erro sem utilizar-se de outro maior;

– Auxiliá-los quando passem pela experiência da gravidez inesperada, amparando-os para que assumam a obrigação que carrearam para si, dando condições para que iniciem uma vida a dois e colham suas experiências. Mesmo que não gostemos do genro ou da nora e mesmo pensando que o melhor seria criar nossos netos e liberar nossos tutelados, faz-se mister que abracem seus deveres e assumam o resultado de seus atos;

– Amá-los sempre e incondicionalmente, não importando o que façam, com disciplina e energia, todavia com brandura e perdão, pois, se Deus os confiou a nós, é porque sabia da nossa capacidade de amar e educar.

Como fecho, colocamos aqui rico pensamento de Chico Xavier:

“Deveríamos educar os nossos filhos e descendentes, para que eles se conscientizem das responsabilidades do amor, com mais educação para a vida afetiva”.

A gravidez na adolescência é um problema a ser tratado preventivamente; contudo, ocorrendo, transformar-se-á em manancial de alegrias e bênçãos, se soubermos conduzi-la no espírito cristão. De pântanos pútridos podemos colher belos lírios, como sinal da natureza de que nada é ruim e negativo, se trazemos o coração com a luz e a beleza do Evangelho. Sejamos pais equilibrados, socorrendo as fraquezas de nossos tutelados sem adubar-lhes a irresponsabilidade, caminhando com eles na trilha da renúncia e do sacrifício para reconstruir-lhes o caminho da felicidade, sem precisar pisotear o jardim do próximo.

Sejamos felizes, vindo no oceano da consciência tranqüila, onde Jesus sempre conduzirá o barco e onde nem mesmo as tempestades da vida conseguem tirar a serenidade de suas águas.

Joamar Z. Nazareth

Transcrito do site: http://www.acasadoespiritismo.com.br/familia/desafiofamilia/gravidez%20na%20adolescencia.htm

 

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