CASO 81 – SALDO E EXTRA

Na noite de 13 de março de 1950, alguns amigos conversavam sobre os problemas do homem na Terra, quando, iniciados os trabalhos, André Luiz veio à assembleia e escreveu a seguinte Mensagem pelo lápis do Chico:

Saldo E Extra

O homem comum, em todas as latitudes da Terra, guarda, habitualmente, o mesmo padrão de atividade normal.

Alimenta-se.

Veste-se.

Descansa. Dorme. Pensa. Fala. Grita. Procria.

Indaga. Pede. Reclama. Agita-se.

Em suma, consome e, muitas vezes, usurpa a vitalidade dos reinos que se lhe revelam inferiores.

É o serviço da evolução.

Para isso, concede-lhe o Senhor grande quota de tempo.

Cada semana de serviço útil, considerada em seis dias ativos, é constituída de 144 horas, das quais as criaturas mais excepcionalmente consagradas à responsabilidade gastam 48 em trabalho regular.

Nessa curiosa balança, a mente encarnada recebe um saldo de horas, em seis dias, relativamente ao qual raríssimas pessoas guardam noção de consciência.

Por semelhante motivo, a sementeira gratuita da fraternidade e da luz, para o seguidor de Cristo se reveste de especial significação.

Enorme saldo de tempo exige avultado serviço extra.

Em razão disso, às portas da Vida Eterna, quando a alma do aprendiz, no exame de aproveitamento além da morte, alega cansaço e se reporta aos trabalhos triviais que desenvolveu no mundo, a palavra do Senhor sempre interrogará, inquebrantável e firme:

— “Que fizeste de mais?”

André Luiz

Oferecemos esta Mensagem aos nossos leitores para as nossas meditações.

Transcrito do livro “Lindos Casos de Chico Xavier” de Ramiro Gama.

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